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18 setembro, 2005

Cigarrilha e Whisky II : Uma Tarde

Ouro sem gelo no copo entre dedos,
respiro mel cubano que extrai meus segredos
enquanto a parente carinhosa farisca
e sem receio a mão livre mordisca.

Com Amália... dei por meu sangue chorar,
incapaz de viver e se aventurar...
neste coração obsoleto sem tic tac,
simples presa fácil de qualquer ataque!

Deixei o tempo passar, o disco correr
numa azáfama para se recolher...
e sempre mais cedo que o preciso
deixou o silêncio acordar o bom siso.

De volta ao meu dia escondo a sombra
e deixo que a luz me olhe contra;
Autómato, largo-me peão deste jogo.
Assim à sorte talvez um dia o meu lume...
seja fogo.


Rui Diniz

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