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02 agosto, 2006

Serpente

Se o que sensoriamos
é apenas um infinitésimo do infinito,
como podemos afirmar ser verdadeiros?

Não! Somos é estrangeiros em todo o lado,
escamas de uma serpente
que morde o próprio rabo!

Não morre esta serpente,
gira eternamente, que nem um carrocel
e nós com ela, crianças,
colados à sua pele...

Surgirá o dia em que,
continuando a serpente girando,
me solto dessa pele ilusória por tanto tentar
e de fora,
certificado que a serpente não existe,
afagarei todas as escamas,
iluminarei a penumbra
que as faz permanecer
neste destino
tão triste...


Rui Diniz

2 Comments:

Anonymous Anónimo disse...

Humm, bonito blog, emocionante livro(o livro pude conhecer dando uma pequena olhada). Parabéns Sr. Diniz, seus textos são belíssimos e, vejo agora, que será um prazer estudá-los junto com a cultura e lingüística da encantadora Portugal.
Por favor, faça de um tudo para continuar com este espaço no ar, é uma ótima oportunidade que nós estudantes temos de poder entrar em contato com alguns bons escritores, lusos, atuais.
Agradecimento
Susilane Prado

setembro 09, 2006 11:59 da manhã  
Blogger Rui Diniz disse...

Obrigado pelas palavras, Susilane

Fico muito feliz por saber que este espaço é importante para vós. Voltem sempre, sintam-se em casa.

:-)

Consideração,
Diniz

Co

setembro 09, 2006 12:05 da tarde  

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