-->

27 outubro, 2006

Homem-Pai

Fotografia de autoria de Luís Garcês

Quando no teu nascimento
me perguntaste se te acolhia...
comprometi-me que sim.
Prometi que para ti seria,
desse principio até ao fim,
um homem em renascimento.

Aperta com os teus dedos
esta mão de um pai
que apenas por o ser de ti,
descartou-se dos segredos...
e a impureza que já vivi
é o passado que hoje cai.

Reconhece nesta minha face
o homem que te dá a mão hoje,
que te nuble nenhuma memória!
Não sou mais aquele que foge,
ruminando no medo a sua história
por um infortúnio que passe.

Dorme, meu rapaz, dorme bem...
aqui, no teu leito protegido,
semelhante àquele que nunca tive...
Descansa pela vida que aí vem;
que nela seja o meu olhar um incentivo
e meu novo nascimento, conseguido...


Rui Diniz

7 Comments:

Anonymous Anónimo disse...

Quando divulguei esta foto tive alguma dificuldade em titulá-la, acabou por ter uma frase como título: "Um dia... ajudar-te-ei com esta mão, pai! Hoje voltei a divulgá-la no Olhares.com com o título "Homem-Pai". Obrigado!...
Abraço

JLGarcês

outubro 27, 2006 8:24 da tarde  
Blogger Rui Diniz disse...

O meu sincero agradecimento por me ter emprestado uma fotografia tão inspiradora e também pelo interesse demonstrado!

Abraço!
Diniz

outubro 30, 2006 7:51 da manhã  
Anonymous Cupid disse...

Está fantastico...!
C.L.

outubro 31, 2006 11:25 da manhã  
Blogger Menina_marota disse...

"...Dorme, meu rapaz, dorme bem...
aqui, no teu leito protegido,
semelhante àquele que nunca tive...
Descansa pela vida que aí vem;
que nela seja o meu olhar um incentivo
e meu novo nascimento, conseguido..."

Lindo!!

Fiquei sem palavras... dizer algo estraga tudo aquilo que se pressente para além do poema...e da imagem, que está inundade de poesia.

Um abraço a ambos os autores ;)

outubro 31, 2006 11:32 da manhã  
Blogger Poesia Portuguesa disse...

Um momento Sublime!

Abraço a ambos

;)

outubro 31, 2006 11:33 da manhã  
Blogger Maçã de Junho disse...

já tiha lido o poema, mas hoje, reli... e derrepente olheio de modo diferente, "... e meu novo nascimento, conseguido..."
estamos sempre a renascer!
Diniz, está belissimo!

beijo grande
Maçã de Junho

novembro 01, 2006 12:56 da tarde  
Blogger Ana Maria disse...

um poema filho na ternura de um pai.
lindo!

novembro 07, 2006 9:52 da manhã  

Enviar um comentário

Atalhos para este post:

Criar uma hiperligação

<< Home