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15 dezembro, 2006

O Sacerdote Dourado

Há uma espécie de conforto cego
nesta vida consciente
que se adapta a tudo mas resiste
ao evidente.

Bombardeados por informação,
perdemos a consciência inata
e fechamo-nos no interior da lata
que rotulamos
de nós mesmos.
Caminhamos sem olhar,
sempre consolados pelo lixo mental,
que qual uma droga,
destroi o pensamento
que tinha a hipótese de ser igual
àquele resistente mais em voga...

Não se questiona,
é proibido!
É sagrado!
O ensinamento do sacerdote dourado!
Pratica-se a veneração de mais uma Verdade,
mentirosa, aprisionante e audaciosa,
em nome de mais uma Liberdade!

Na mesma, como sempre,
quem pergunta é arrasado,
destruido, destituido,
arrancado!
Mas nós não sabemos
porque não olhamos,
não queremos,
é proibido!
É sagrado!
O ensinamento do sacerdote dourado!

É esta espécie de conforto cego
nesta vida inconsciente
que se adapta à corrente mas resiste
ao evidente!
É proibido!
É sagrado!
O ensinamento do sacerdote dourado!


Rui Diniz

4 Comments:

Blogger António Melenas disse...

òptimo, caro Rui. Aqui está um poema mesmo ao meu gosto
um abraço

dezembro 17, 2006 9:58 da tarde  
Blogger Menina_marota disse...

"... Na mesma, como sempre,
quem pergunta é arrasado,
destruido, destituido,
arrancado!
Mas nós não sabemos
porque não olhamos,
não queremos,
é proibido!
É sagrado!
O ensinamento do sacerdote dourado!"

É sempre um prazer enorme vir ler-te.

Para lá das palavras que partilhas, a preocupação com o "real" da Vida, está aqui impresso.

Uma maravilha este poema!

Um abraço carinhoso e FELIZ NATAL
;)

dezembro 21, 2006 2:01 da tarde  
Blogger Poesia Portuguesa disse...

É espantosa a forma como volteias as palavras e lhe dás forma!
Gostei.

Uma abraço e um FELIZ NATAL para ti e quem te acompanha no decurso da Vida...

dezembro 21, 2006 2:03 da tarde  
Anonymous Jofre Alves disse...

Caro Rui Diniz: Boas Festas, Santo Natal e Próspero Ano Novo, são os meus sinceros votos.

dezembro 22, 2006 5:39 da manhã  

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