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30 dezembro, 2006

Verdade Convertida

Se não podes mudar o mundo,
muda o teu mundo!
Procura:
aquele pedaço da Felicidade
que julgas perdida;
no fundo
da Verdade
convertida.

Se não podes mudar o outro,
muda o teu outro!
Conquista:
aquele pedaço da Alma
que julgas contida;
no rosto
da Verdade
convertida.

Se não podes mudar a gente,
muda a tua gente!
Educa:
aquele pedaço da Luz
que julgas escondida;
na mente
da Verdade
convertida.

Se não podes mudar a guerra,
muda a tua guerra!
Respeita:
aquele pedaço da Paz
que julgas vendida;
à Terra
da Verdade
convertida.

Se não podes mudar nada,
muda o teu tudo!
Ama:
aquele pedaço da humanidade
que julgas mantida;
à entrada
da Verdade...

MENTIDA!


Rui Diniz

11 Comments:

Blogger Maçã de Junho disse...

Querido Diniz:
Não pensamos igual, não vemos as coisas da mesma forma, não agimos da mesma maneira, mas, apesar de tudo isso partilhamos algo cá dentro... a interrogação, a vontade, o espirito que quer ser livre...
Este poema, além de MAGNIFICO, diz-me muito.
Bela forma de terminar mais um punhado de tempo a que chamamos Ano.
Que o restante, seja pleno de mudança e de (re)encontro com o que buscas, que te traga a escrita, novas ideias e muito ar fresco.

A ti, um brinde
Maçã de Junho

dezembro 31, 2006 7:31 da tarde  
Blogger Rui Diniz disse...

:-)

Agradeço e retribuo o brinde e muito me engrandecem as tuas palavras, muito me alegra identificar as perguntas em ti.

As diferenças são a riqueza; são o mecanismo fundamental que a humanidade possui para assegurar a sua contínua evolução, transformação e quem sabe um dia, alquimia.

Assim sendo, quem não respeita e entende a necessidade da diferença é quem tenta controlar outros seres humanos, quem tenta criar a máquina piramidal sustentada por um pacote sofisticado de ilusões. Eles sim, não suportam a diferença nem o imprevisto - não suportam a sua condição humana.

Respeitar a diferença é mais que respeito; é aprendizagem, é Ciência - não a ciência dogmática que nos vendem - a Ciência humana, a eterna questão, a eterna procura... e para se ser Cientista tem de se sentir bem perante o desconforto do imprevisto, do desconhecido e da probabilidade.

Só assim somos humanos enquanto consciência... Com-Ciência.

janeiro 01, 2007 1:29 da tarde  
Blogger Menina_marota disse...

Meu caro Rui, penalizo-me sinceramente de o meu tempo me impedir de aqui estar mais vezes!
Este poema, além de tocante, é marcante!

"...Se não podes mudar a guerra,
muda a tua guerra!
Respeita:
aquele pedaço da Paz
que julgas vendida;
à Terra
da Verdade
convertida."

As tuas palavras, sempre tão acertadas!

Um abraço é sempre um prazer ler-te!

janeiro 04, 2007 5:38 da tarde  
Blogger Poesia Portuguesa disse...

Excelente!!

Um abraço ;)

janeiro 04, 2007 5:39 da tarde  
Blogger Isabel disse...

Gostava de te saber dizer o quanto estas palavras me dizem.
Não é fácil.
Principalmente para quem ama as palavras com este amor desmesurado com que eu as amo.

Digamos que se estivesses á minha frente quando o li.
Ao terminar ter-te-ia olhado e chamado "irmão".
Essa é a minha forma de vida.

Tento mudar tudo é verdade.
tento primeiro trabalhar-me a mim.
Mudar-me a mim.
Crescer eu.
Lutar eu.
Ir alem eu.
Crescer eu.
Buscar eu.
Revoltar-me eu.
Gritar eu.

E de mudança em mudança ir mais alem, ir alem de mim, e se poder quem sabe chegar a ti, a ele, a ela... ao mundo, à vida.

Se não puder.
Tentei.
Mudei-me.
Modifiquei-me.
Rasguei-me para o fazer.

Se não puder amei um pedaço da humanidade. Que quis fosse verdade sabendo-a mentira. Mesmo assim amei.


Gostei tanto de aqui estar.

É bom estar a descobrir-te.

Voltarei.

Isabel

janeiro 05, 2007 6:09 da tarde  
Blogger Rui Diniz disse...

Menina Marota: Não te penalizes por algo como isto. De preferência, não te penalizes por nada.
A aprendizagem da vida não envolve punição, a punição traz-nos sim medo de aprender. Não que esteja a afirmar que deve aprender a vir aqui à Corte mais vezes :-) longe disso, esclareço sim o porquê de lhe pedir que não se puna.

Obrigado por todo o seu trabalho,
Diniz

janeiro 05, 2007 7:22 da tarde  
Blogger Rui Diniz disse...

Isabel: Afirmo que estou surpreso e contente com o teu comentário.

Numa altura em que muitas vezes me sinto só; ao tentar juntar as peças de verdade num puzzle de mentiras, ao buscar no mais interior de mim a verdadeira natureza e essência humana, ao pesquizar, num malabarismo entre a intuição e a mente, uma razão para a existência; é-me gratificante perceber que não estou só, como sempre soube.

Nós sempre o sabemos... nem sempre o sentimos, nem sempre o vivemos.

Com um sorriso,
Diniz

janeiro 05, 2007 7:30 da tarde  
Anonymous Jofre Alves disse...

Passei para ver como ia o Ano Novo, e com agrado constato que a qualidade é a de sempre, igual ao ano anterior, sendo imprescindível vir aqui. Resta desejar Bom Ano e óptima semana, e já agora, faça o favor de ser feliz.

janeiro 06, 2007 4:34 da manhã  
Blogger as velas ardem ate ao fim disse...

Melhor ainda...

Procura o teu eu independentemente de tudo.
Tu vales a pena!

bjinhos.

Gostei do teu espaço

janeiro 07, 2007 11:17 da tarde  
Blogger Rui Diniz disse...

Velas: Muito agradeço a visita, o conselho e o elogio :-)

Não tenho dúvidas que descobrir o nosso "eu" é parte importantissima de um qualquer processo de libertação. Temos de nos preocupar depois em lutar pelo próximo passo, seguir o movimento expiral de expansão, sempre de dentro para fora e transformar o individual em social... despertos!

Beijos,
Diniz

janeiro 08, 2007 8:47 da tarde  
Blogger Bárbara Quaresma disse...

Porque se cada um mudar o seu mundo, o mundo também muda...

janeiro 13, 2007 10:12 da tarde  

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