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12 junho, 2007

Amo

Amo no meu corpo.
Amo nas ligações entre átomos
ou lá o que se queira chamar ao infinitésimo
da infinita parte do que nada é.
Amo e apenas amando
me mantenho unido,
na forma do que interpretas
como um homem de bom umbigo.

Amo na minha mente.
Amo nas correntes cíclicas entre pensamentos
e nas espirais da consequência
daquilo que do nada é consciência.
Amo e apenas amando
me mantenho pensante,
na forma do que interpretas
como um homem bem ensinante.

Amo na minha alma.
Amo nos estágios da simbiose
entre os sonhos que a existência inflama
e que a essência acalma.
Amo e apenas amando
me mantenho existente,
na forma do que interpretas
como um espírito de sol nascente.

Amo...
logo existo.


Rui Diniz

2 Comments:

Blogger Menina_marota disse...

"...Amo...
logo existo."

pois é... eu também!

Deixei um comentário ali em baixo.... espero que leias.

Se não nos amamos a nós próprios, como poderão os outros amar-nos?

Bj ;))

junho 14, 2007 12:37 da tarde  
Blogger blueiela disse...

Amas... :)

Ama a chuva,porque ela tem a coragem de cair...
Ama o sol, porque ele tem a coragem de rasgar toda a escuridão...
Ama a lua,porque existem mil motivos mais um...para amá-la...
Ama tudo...ama os pedaços...ama as metades e os restos...ama até os desamados..mas ama sem limites ;)
Lindo poema Mateus

beijinhos

Blue

junho 19, 2007 9:48 da manhã  

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