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21 março, 2006

Morena Maria

Quando o vento que bateu em teu rosto
regressou ao seu quartel envelhecido,
terá levado consigo a dor, o acre gosto
que sufoca a foz do teu sorriso.

Talvez pelos teus lisos fluentes
tenham já passado as doces bagas,
que em seu outono, incandescentes
afagavam a tua praia de areia turva.

Mas mais não sei, não sei...
não sei olhar mais sem ser lido;
os teus duros cristais magos reviram-me...
e eu assim não resisto, entrego-me rendido,
sem dúvidas, sem questões,
como um poema que recitado, é,
com carinho,
retribuido...


Rui Diniz

4 Comments:

Anonymous Maçã de Junho disse...

"... A foz do teu sorriso." é uma frase mesmo boa!
Nunca tinha associado o termo foz a nada e fica mesmo bem!
Se no sconcentramos no termo foz podemos ter imagens boas, nunca me tinha ocorrido. Falta de observação!

março 24, 2006 2:02 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Oi!
Faz tempo que eu não comento aqui, eu sei... Leio o seu blog todas as vezes que acesso a net, mas não dá tempo de comentar ou às vezes, quando estou meio desanimada, não tenho vontade de escrever... Mas estou aqui, estou sempre aqui. ;D
(Maria Eduarda)
PS:adorei o desafio, como sempre vc tem ótimas idéias

abril 19, 2006 1:01 da manhã  
Blogger Rui Diniz disse...

É extremamente gratificante reconhecer a sua presença!... :-)

abril 19, 2006 1:42 da tarde  
Anonymous Anónimo disse...

Esta vendo?É tudo tão simples assim. Simplesmente me rendo aos prazeres de amar com as alegrias e tristezas....

abril 27, 2006 11:24 da tarde  

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