Vivo salteando os intervalos,
pelas marés cheias do ser,
montando meus cavalos,
sentindo meus resvalos,
beijando rainhas
das elites do prazer.
Assumo o meu destino
como se ele o fosse...
e à minha escolha
como a um caminho.
Se aceito viver sozinho
e embriagado de emoção,
amem-me;
o Amor do meu vinho é farto
e servido em cálices
pelo chão!
E quando um intervalo finda,
parecendo que não...
eu sou lúcido ainda!
Rui Diniz
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3 comentários:
Já tinha saudades de te ler!
A culpa é minha, eu sei, tenho andado tão ausente destas lides...
Como sempre, é um prazer ler-te.
Um abraço e boa Páscoa ;)
Ora aqui está um poema que eu não me importava nada de ter escrito (e olha que entre a tua poesia e a minha são escassos os pontos de contacto, julgo eu...).
Mas, principalmente, gostaria muito de ter tido eu a ideia para um poema com esse título.
O título, é o título que me deixa verde de inveja e vermelho de raiva, meu caro Rui Diniz!
António Vitorino
;)
Olá, Rui Diniz!
Hoje a novidade já é que tens mais um poema teu no Debaixo do Bulcão. E é um dos meus preferidos: Arte Mágica.
A.V.
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