Desejei de novo morrer!
Nenhum acto é generoso
e a inacção é ela assim
como um Amor preguiçoso
num fundo poço
de visões sem fim!
...Que esta Alma em alvoroço
irá de novo nascer!
Renascer é só morrer!
De nada valem os intervalos
por uma Luz que nunca chega
e nos convida, intrometida,
a viver sonhos e largá-los
ao sopro da brisa cega
que passeamos cada vida!
Todo o ser tem de morrer!
Que queres de mim, escuridão?
Existes tanto quanto eu!
Alimentas-te dos que te dão
em todas suas formas de ser
um nobre pedaço seu...
... para no fim,
morrer!
Rui Diniz
8 comentários:
A melodia das tuas palavras afasta a sombra que tentas impor!
Bonito e ensombrado.
Tão verdadeiras são as tuas palavras. Gostei muito. Vou bisbilhotar os outros posts, se não te importares.
Cris
Gostei mesmo.
Quanto a mim, acho (e quem sou eu para achar?!) que é um dos teus poemas mais conseguidos,
Um abraço
António
Margarida: Verificarás que a sombra que vês no texto não só não existe por si, como não lhe dei vida. :-)
Cris: Back in Black! ;-)
António: "Xô" António, as pessoas gostarem de um poema já é cumprir a missão de uma vida inteira! :-) Obrigado por tudo.
Como aluno do 4º período do curso de LETRAS, achei excelente pois aqui encontro muito do que preciso no meu dia-a-dia na faculdade. Indicarei aos meus amigos pois é um endereço dígno de ser visitado.
Pedro Ângelo
Recebestes um dos mais maravilhosos dons, que nem a todos é concedido,o privilégio de tecer doces poemas, com suas ternas palavras...toca corações e
transporta almas a outros universos...em busca de um sentir de paz, esperança de realização dos sonhos...de simples mortais, mas imortais no Amor...
"Um grande doce beijo em sua doce alma"...
MªEduarda
Pedro e Maria Eduarda: Muito agradeço os vossos comentários e a vossa presença assídua! :-D
Excelente a estrututa deste poema, o que faz dele um bonito poema.
Boa semana.
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