Pode ouvir a minha declamação deste poema, aqui: Larguei-te no Mar

Larguei-te no mar hoje...
soltei as tuas cinzas de dentro de mim
e expus-te ao vento cantante;
ele levou-te mas nunca te espalhou.
Manteve-te na íntegra
a mulher que hoje é passado
e que inteira me renunciou.
Foi melhor assim
e não sobreviverá em mim qualquer mágoa,
mas libertando-te nesta água,
procurando de ti hoje o fim,
compreendo
que se o sol fura o cinzento do céu
só para te ver...
é porque alguma coisa entre nós
ficou por viver...
Rui Diniz
7 comentários:
Gostei muito da associação que fizeste entre a fotografia e as palavras. O poema está lindíssimo.
Beijinho grande para ti.
Lindo!
Especial...
Como por certo a história que lhe deu origem merece.
Um fim belo, inteiro, sem magoa, doce, livre... com algo que ficou por viver...
Como a vida, algo fica sempre para outras vidas...
Lindo!
Isabel
hoje não resisto mesmo, estas tuas palavras parecem escritas para mim também...sofialisboa
esse texto d hj foi simplismente... como posso dizer...
sei lá, fico sem palavras para descrever,
tao belas frases q acabo d ler,
por esse menino/homem,
tao linda, tao seria,
que muito bem, sabes o que quer.
Obrigada por emocionar-me tanto
Lívia Nunes
Bravo, oh declamador!
Impecável...de todos os lados: conteúdo, declamação, efeitos & música.
Uma ideia complexa reduzida (e que bem!) à sua expressão mais simples.
Luís Gaspar
Olá Rui Diniz! É só para dizer que tens mais um poema teu no blog Debaixo do Bulcão.
Até à próxima!
António Vitorino
cheguei aqui envolta no vento, toquei, amei e agora parto.
parabéns, pela tua escrita!
fica bem.
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